Beto Altenbernd.......Port ... |
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v.
2011 |
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Projetos Sociais > Projeto Trânsito |
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PROJETO
10 ANOS CIDADANIA DE EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO |
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| Ary
de Alcântara Carvalho Carlos Roberto dos Santos Altenbernd Projeto registrado no Cartório 11º Oficio de Notas e Protestos – Sobradinho - DF |
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01 – INTRODUÇÃO A imagem do transito que habita o nosso cotidiano é de automóveis, ônibus, caminhões, motos, e outros meios de transporte, povoando nossas cidades, estradas etc. Longe estamos de nos ater que esta é uma constante que freqüenta a humanidade, desde há época em que esta deixou a convivência tribal e nômade, para se fixar em agrupamentos, vilas cidades, formando os conglomerados urbanos. Nesta época nasceu o trânsito e a necessidade de organizá-lo de forma harmônica, respeitosa, fluida, eficiente e principalmente educada. Quando o primeiro veículo pressionou um pedestre ou um cavaleiro forçou sua passagem às pessoas, nasceu a educação para o trânsito e o imperativo da sociedade de ordená-la. Diariamente ocorrem acidentes envolvendo veículos, transportadores de passageiros e de cargas, independentemente de seus tamanhos e utilidades, da suas idades e tipos envolvidos nos sinistros. Na grande maioria dos casos ocorrem por falha humana, e decorrem da imprudência ou da imperícia de seus condutores, geralmente homens ou mulheres desprovidos de responsabilidade e de precária formação para a atividade, profissional ou amadora, de motorista. As estatísticas sobre o grande número de acidentes rodoviários, no país e no mundo, disponíveis às consultas, identificam o problema como sendo questão de saúde e de segurança públicas, como se pode ver a seguir: Tabela
1: Período:
2007
Tabela
3: As tabelas acima, representativas apenas das ocorrências que tiveram internação no Sistema Único de Saúde, mostram a verdadeira calamidade que assola o país. Essas estatísticas demonstram sem contestação os imensos prejuízos gerados à sociedade pelo grande volume de recursos financeiros gastos com perdas materiais e na recuperação de vidas humanas lesionadas. Mais importante ainda, é que se fale nos milhares de vítimas fatais, com vidas perdidas na maioria das vezes em sua fase mais produtiva e brilhante. Essas fatalidades têm, em sua raiz, fatores que somente um processo longo e massificado de educação, de médios e longos prazos, amenizará. Os acidentes de trânsito, no mundo inteiro, são, atualmente, a terceira causa de óbitos, perdendo para as guerras e para a AIDS. Até 2020 os óbitos decorrentes destas acidentalidades devem liderar essas estatísticas. Tão significativo, ainda, são os dispêndios de recursos, públicos e privados, na recuperação, total ou parcial, dos acidentados e muitas vezes incapacitados em decorrência de acidentes. Este PROJETO CIDADANIA DE EDUCACÃO PARA O TRÂNSITO quer dar à sociedade além das ferramentas, uma nova conceituação educativa essencialmente necessária à reversão sistemática dessa sinistralidade, preparando de forma inequívoca as novas gerações de cidadãos, condutores ou não, para que tenham consciência da gravidade que essa questão engloba. Quer o Projeto iniciar uma mudança para que em dez anos esse quadro caótico e desesperador sejam reduzidos de forma constante no país, de forma que seu número aflua a índices minimamente aceitáveis. Quer também influenciar uma mudança por completo no atual sistema de formação de motoristas, dado que no momento essa é feita quase que exclusivamente em auto-escolas, sob um modelo que visa à rapidez e o resultado e não se preocupam com a qualidade comportamental que transmitem à sociedade.
O público alvo deste Projeto são as crianças e os jovens, alunos das escolas públicas ou particulares, matriculados no ensino fundamental e no segundo grau. Tais alunos, situados na faixa etária entre sete e dezessete anos, com certeza, alcançada a maioridade, almejarão, como é o mais natural obter a Carteira Nacional de Habilitação e mesmo que não, conviverão com trânsito, como passageiros de coletivos, pedestres etc. Propõe o Projeto que a todos os estudantes sejam ministrados, de forma sistemática e curricular, ensinamentos sobre o ordenamento e os princípios que norteiam o deslocamento do cidadão em seu meio notadamente nas vias de trânsito. Nessas linhas de orientação, aprendizado e educação deverão também serem informados para conhecimento todo um conjunto de normas e legislações. Exemplarmente entre outros, o conteúdo do Código Nacional de Trânsito, a chamada lei seca, sinais internacionais de trânsito, a direção defensiva e agressiva, conhecimentos básicos sobre mecânica e demais partes do conjunto de veículos de transporte, das multas e outras sanções por atos infracionais. Além
desta linha técnica informativa neste sistema proposto está
incluso toda uma formação filosófica e educacional
de convivência civilizada e de respeito mútuo, que com certeza
proporcionará horizontes maiores que o simples aprendizado de condutor. Por conseqüência mais imediata ter-se-á, com certeza, como evidência a redução drástica do número de acidentes nas rodovias brasileiras.
Apresenta-se a seguir um esboço de projeto de aplicação, que como se pode depreender da linha conceitual apresentada deverá ser a primeira ação na atuação para o desenvolvimento da formação da idéia proposta. Já foram abordadas muitas tentativas, no sentido de minimizar os problemas e prejuízos que a deseducação no transito provoca no País, mas, ou são campanhas publicitárias sem muito impacto ou projetos de consumo imediato sem resultados efetivos e permanentes. O que se demanda é uma iniciativa política com responsabilidade, buscando o envolvimento de empresários, políticos, órgãos de imprensa, cidadãos e de toda a sociedade, com campanhas publicitárias de grande impacto, para que esse se inicie um grande e eficiente processo de melhoria em nossas condições do transito nas vias urbanas e interurbanas.
A
equipe autora do projeto deverá ser contratada em regime de consultoria,
para dar inicio a todos os procedimentos técnicos. Serão
responsáveis também pelas negociações, com
empresários visando seu envolvimento, com políticos para
confecção de projetos, autoridades de transito, equipe de
pedagogos, montagem da infra-estrutura e de todos os procedimentos para
o bom andamento e rapidez do projeto. As aulas, uma por semana, devem ser ministradas por professores treinados em consonância com os DETRANs de cada Estado ou do Distrito Federal. Criação de parques temáticos e maquetes, que simularão uma cidade conhecida (em geral cidade de moradia) em escala pequena, com seus edifícios, monumentos, ruas praças e avenidas, semáforos e outras sinalizações, onde os alunos se encontrarão em situações simuladamente reais, inclusive podendo existir pequenos veículos. Desenvolvimento de jogos (simuladores) de computador, com a planta das cidades, onde o aluno “dirige” seu carro, estando sujeito às normas de trânsito, locais para estacionar corretamente, usar a sinalização do seu veículo corretamente, atenção à prioridade das faixas de rolamento, uso adequado dos faróis, gentileza ao dirigir etc.
Local para administração geral, equipe para desenvolvimento do material de ensino, equipe para desenvolvimento dos jogos (simuladores) etc. O custeio do Projeto deve ser participativo podendo envolver recursos da sociedade, de órgãos de classe, do Ministério da Educação e das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. O Ministério da Justiça, através do DENATRAN, bem como os órgãos estaduais e municipais de trânsito, devem participar do desenvolvimento do Projeto, respondendo especialmente pelo preparo e avaliação dos professores. Serão criados módulos específicos, para melhor avaliar seus custos e, com isso, facilitar a negociação com patrocinadores.
O Projeto deve comportar incentivos aos alunos que dele participem. Se não desde o início, pelo menos da quinta a oitava séries do ensino fundamental e de todo o segundo grau.
a)
credenciamento (carteira) para “fiscalizar” o transporte escolar,
familiares e o transito, com direito a emitir relatório simplificado,
em períodos a serem definidos, sobre possíveis infrações
de trânsito cometidas pelos motoristas dos veículos. OBSERVAÇÃO: Toda
atenção deverá ser tomada para que o Projeto não
se constitua em agressão às normas jurídicas vigentes
que organizam e disciplinam o trânsito no país. |
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